quarta-feira, agosto 26, 2009
Savin' Me
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O que anda acontecendo no jardim encantado?
Antes deserto, desabitado e coberto por uma nuvem que enganavam as sementes não brotadas, fazendo com que sempre achassem que um dia iriam enxergar a grande extensão daquele lugar.
E agora?
Como um sopro, uma ventania, um tufão e tudo o mais que veio para mudar aquele ar parado...fez algo ali, mudou muita coisa, e aquele jardim antes esperançoso de possíveis admirações fez-se belo e colorido.
Ô grande roseira, estais brega...brega e nojentinha, cheia das frescurinhas que sempre repudiou por medo de gostar e sofrer, sofrer e gostar.
Antes murcha e desencantada, agora ofusca as demais dali.
Esmalte indicado:
"Vermelho beijo paixão e prazer"
Ina :*
terça-feira, agosto 18, 2009
Curta Ae
W C - TUDO O QUE OS HOMENS SEMPRE QUISERAM SABER
É um curta produzido por mim e uma galera muito da gente boa...
Um trabalhinho de faculdade que está criando asas.
Narração curta
Por que será que as mulheres sempre entram juntas no banheiro?
O que terá de tão atrativo ali que parece só funcionar de duas ou mais meninas?
Bom... no meu caso de diferente tem apenas um vaso grudado na parede.
Ah! Sempre me vejo obrigado a ler naquele meu momento íntimo aquelas grandes obras de arte que os caras fazem nas portas das cabines, sabe... as tais típicas frases de banheiro? Então...
Como era aquela mesmo?
“Sou branquinho e raspadinho, quero homens!”
Fico imaginando como isso deve ser no banheirinho misteriosinho delas...só consigo imaginar algo do tipo bem melosinho, coisinha de mulher, como:
“Minha florzinha tá louca por um beija-florzinho”
E em volta inúmeros coraçõezinhos com aquelas flechinhas de amor.
Um dia quando minha namorada voltava do banheiro com sua amiga, perguntei:
O que de tão agradável tem lá Ana Maria?
E com uma risadinha sacana ela respondeu:
“Nemmm te conto, se eu te contasse teria que te matar meu bem!”
Olhei pra cara da amiga sorrindo em confirmação e me senti mais idiota que a resposta que recebi.
Decidi então comentar com o Mangulão, um brother meu. E olha o que ele me disse:
“E a cede da máfia malucooooo, o canto onde as mina fazem as conspirações contra a gente, ta ligado? Deve ter a central véi e quando eu descobrir acabu com tudo!”
Depois disso percebi que era melhor ter ficado na minha.
Fiquei foi com dó dele.
Foi aí que tive uma brilhante idéia.
Curtam Ae
http://www.youtube.com/watch?v=fS59t82s80M
segunda-feira, agosto 10, 2009
Inspiração com o Guto
Ina diz:Eu sou isso...gosto do vermelho, verde, branco e preto.
Tudo junto...separado, combinado ou misturado, mas nada d coisas cor d rosa
Só se vier em doces..aí eu gosto!
Gosto do doce ao amargo, do louco e insano ao meigo...
Gosto do diferente...
Do q nínguem gosta, faço ter algo sabe? algo q me agrade.
Não quero nada igual, que todo mundo já tenha...quero o meu, o da Ina...o que quando você vê, me vê!
Eu gosto de chorar com os filmes.
De chegar a doer o coração sab?
um aperto forte q me dê nó na garganta e que me faça ter vergonha de desmoronar em lágrimas do lado do povo que vê o filme comigo.
Do mesmo jeito gosto das comédias idiotas, de rir e me colocar no lugar da mocinha das comédias romanticas...me imaginar ali, ganhando tudo aquilo, todo aquele amor que parece não ter fim.
E dos terrores que me fazem querer apertar a cabeça com as mãos, adoro aquele suspense idota que de tão interminável me faz querer matar quem o inventou.
Pra mim tudo vira poesia...ando e fico pensando nas coisas, mas sou muito racional
ou pelo menos tento ser!
Ina diz:
bom...agora chega de dar o manual d instruções
pq se não perde a graça
é bom quando vai descobrindo...
domingo, agosto 02, 2009
É grande demais
Não pensem besteiras, mentes insanas e pecaminosas...é apenas um sentimento. Sim, ando me sentindo muito sentimetal ultimamente.
Algo que chegou, foi ficando e se alastrando.
Uma praga, um hospedeiro, um musgo grudento que se apodera do muro do quintal alheio...
Mas, perai..alheio NÃO!
Esse quintal tem dono!
O quintal é visitado periodicamente, as vezes passam por lá para uma festinha ou simplesmente apenas para dar uma regadinha nas plantas e uma varrida.
Muitos já levantaram acampamento alí, mas logo tudo era desmontado para uma retirada de fuga.
Agora isso...
Ôoo musgo que vem ganhando território, começando logo pelas beiras.
Um gostar mais que amar, um gostar mais que paixão, um gostar sem nome.
Me peguei pensando em vidas passadas, tentando entender a conexão repentina, o grudar forte e pegajoso.
Mas quer saber? Deixa estar, fique aí...só penso que alí já esteve antes, assim, como vida passada mesmo. Apenas peço que não desmorone nada.
terça-feira, julho 21, 2009
Escreva minha fia, escreva...
Precisa-se de vergonha na cara!
Precisa-se dela sim, pois tempo, letras, inspiração e um pingo de vontade não estão em falta por aqui.
Mas então porque não fazer tal uso?
Sinceramente...não sei!
Talvez seja para não ocupar um espaço com bobageiras...
Quer um exemplo?
Acabou de lê-lo.
=]
Esmalte descascado do momento:
"Carmim"
Ina Lara
:*
quinta-feira, junho 04, 2009
Desabafo I
Um soco no estômago. Daquele bem na boca mesmo!!!
ODEIO quando me pego na expectativa.
ODEIO mais ainda quando essa não se realiza, se concretiza.
Hoje aconteceu isso!
Tentei me policiar, até falei pra mim: "calma, não pense que é pra você ...PÁRA de pensar!".
Mas não deu muito certo.
Enfim, bora ver no que vai dar.
Só peço que não levem o "odiar" ao pé da letra.
P.s: Sem esmaltes por hoje!
terça-feira, junho 02, 2009
Uma crônica - Por Inaê Lara
Era ele, o meu vizinho
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Edifício São Vicente
Era ali que nos encontrávamos, mas nunca estávamos juntos, respirando o mesmo ar, vendo as mesmas coisas ou sentindo, quem sabe, os mesmo cheiros.
Como era possível estarmos no mesmo lugar, porém não estar?
Separados apenas pela altura, metros, um andar, um botão no elevador e 17 degraus, sim, eu contei.
Todos os dias minha rotina era a mesma: ouvi-lo, tentar imagina-lo e senti-lo.
Seus passos eram simetricamente acompanhados por mim, ali acima da minha cabeça, dos meus móveis, dos meus quadros, do meu apanhador de sonhos pendurado na porta da sacada.
Eu sabia tudo o que ele fazia.
Na maioria das vezes ouvia som, tinha um gosto musical incomum, gostava de rock das antigas e sempre acompanhava os tais cantores em seus timbres, apesar do seu nunca ser igual.
Da mesma forma a TV. Sempre ligada e em canais também incomuns. Ah, eu já consegui distinguir 2 canais em especial.
Esses dias tentou fazer algo para comer (ele sempre pede comida fora), mas creio que não deu muito certo. Foi uma graça! Quem dera se eu pudesse...
Há cerca de 7 meses o observo, o aguardo, o imagino e o sinto tão perto, mesmo que esteja distante. Separados apenas pela altura, metros, um andar, um botão no elevador e aqueles tais 17 degraus, que, sim, eu contei.
Não agüento mais!
Às 24 horas do dia passo aflita, acordo logo cedo, ouço seu modo de levantar, ir ao banheiro, comer algo e se sentar (ele trabalha em casa como eu), as 2 horas seguintes são agonizantes, quero conversar com ele!
Hora do almoço, eu preocupada com o que fazer, ouço sua voz ao telefone pedindo o cardápio de sempre e minutos depois atende a porta, seu pedido chegara.
Come, faz a pausa para o cochilo e volta a trabalhar. Daí pra frente é tudo sempre igual: cadeira rangendo a cada empurrada para se mover, voz alta ao telefone, um pouco de som e no fim do dia de trabalho iniciasse a “hora” só dele. Eu, sua fiel platéia, já estou a postos na minha poltrona para escutá-lo.
Como eu disse, não agüento mais! É chegado o dia do passo a frente, já havia arquitetado tudo. Como seria, o que falar, o que fazer e até mesmo como reagir. Estava tudo certo.
Fui ao andar de cima, pelas escadas, fora assim que soube que se tratava de 17 degraus. Toquei sua capainha, esperei um pouco, aflita, meu coração batia acelerado, descompassado até. Eu suava, tremia um pouco, também, o que queria? Era ELE quem ia abrir a porta e me receber a poucos instantes depois daqueles 7 meses.
Fora tudo muito rápido, ele abriu, sorrimos como cumprimento, falei quem eu era e ele me convidou a entrar.
Primeira etapa cumprida! Eu estava me saindo muito bem, por sinal.
Mal entrei e confirmei o que pensava ser aquele lugar. A porta se fechou e como eu havia planejado com meses de antecedência, me virei e fiz o que estava preparada para fazer. Dei vários, vários golpes de faca naquele cretino e nojento porco asqueroso.
Todos os dias minha rotina era a mesma: ouvi-lo, tentar imagina-lo e senti-lo.
Seus passos eram simetricamente acompanhados por mim, e como não seriam? Ali acima da minha cabeça, dos meus móveis, dos meus quadros e blá blá blá. Passos insuportáveis, irritantes, parecia fazer questão de assim faze-los.
Quando o desgraçado ouvia som eu queria morrer ou simplesmente arrancar meus ouvidos e joga-los bem longe. Aquele som “incomum”, super alto, cheio de gritos e guitarras ensurdecedoras era completado pela sua voz miserável e provocadora de uma agonia terrível. Cansei de comprar tampões para meus ouvidos, colocar travesseiros em cima da cabeça. Não adiantava, não dava!
Sua TV tava mais para “24 horas de sexo constante”, nem intervalos parecia ter. Antes eu amaldiçoava as pobres TVs a cabo, agora sei que foram as malditas locadoras de DVD.
Aquele porco comia só enlatados, embutidos, engordurados, ensacolados e no tal dia lá que tentou cozinhar. Foi uma graça! Uma verdadeira DESGRAÇA.
Quem dera se eu pudesse... Hoje soube que pude e achei mais graça ainda!
7 meses sofrendo. Não agüentava mais!
Perdi meu emprego, era escritora, trabalhava em casa com minha mesa ergometricamente correta, um computador maravilho e minha caneca de chá. Estava tudo perfeito. Mas ele tinha que se mudar e estragar.
Perfeito! Agora tenho uma história ótima para meu novo livro, porém estou com dificuldades para achar um lápis, já que este está acabando... Ahh, e mais papel também! Quem me dera um computador, mesmo daquele ruimzinho de uns 10 anos atrás.
Bom, se eu me comportar bem, quem sabe?! Se até lápis e papel já consegui.
Tenho que ir, já está quase na hora das luzes se apagarem e o carcereiro já achou suspeito da última vez que tentei escrever no escuro.
P.s.: Essa minha companheira de cela da cama acima, bem que podia roncar menos, ou parar completamente.
Inaê Lara :*
Esmalte no pensamento de ser pintado:
"Carmim"
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